A noite estava calma, corria apenas uma suave aragem...Sentei-me na borda da janela olhando para o céu...este estava estrelado como há muito não o via. Alguns minutos depois tu, meu amor sentaste-te a pé de mim largando na minha cara um doce beijo...
- Que fazes aqui?- perguntaste-me tu...
-Vejo as estrelas, aprecio-as, invejo-as... reflicto na vida e no facto de ela ser tão dura para alguns.
O silêncio pairou durante uns breves instantes no ar... Abraçaste-me e logo senti o teu calor a aconchegar-me...
-O que gostavas que eu te desse para acabar com o teu sofrimento?-perguntaste inocentemente.
-Nada acaba com um sofrimento duradouro-respondi.
-Dou-te as estrelas que tu invejas, o sol que te aquece, a água que te sacia a sede, o vento e as nuvens que tu veneras.
-As estrelas seriam óptimas e bastavam, mas nunca conseguirias.
-Dá-me a tua mão.
E foi o que fiz, dei-lhe a minha delicada mão...e quando eu menos esperava os meus pés e os dele já não tocavam no chão..estavam suspensos no ar...e nós voávamos...que sensação maravilhosa...
Afinal ele conseguiu o impossível e deu-me as tão desejadas estrelas...e fez-me acreditar na frase:"Nunca digas nunca!"
Quando voltámos a pousar no chão, ele tocou-me no rosto e olhando profundamente para os meus olhos disse-me:
-Afinal consegui...agora tens a prova de que o amor consegue tudo.
Simplesmente não respondi, pois ainda me imaginava a flutuar naquele imenso azul estrelado, mas quando ganhei coragem disse:
-Amo-te, simplesmente porque te amo...simplesmente porque só tu me dás as estrelas e porque só tu me fazes acreditar que a vida às vezes pode ser bela.
-Também te amo meu amor-respondeu ele aproximando o seu rosto no meu. E de seguida beijámo-nos...foi um beijo leve, suave, dado com tamanha ternura...
Sentámo-nos num passeio abraçados, a noite estava a ficar fria...ele tirou a sua camisola e agasalhou-me...olhámos para o céu e as estrelas desapareciam.
-Que se passa meu amor? As estrelas foram se emboram...-perguntei eu.
-Não sei minha princesa...mas não te preocupes eu estou contigo.
Sabia que sim...que ele ficaria comigo, porque quem ama não abandona o objecto amado. Porque sentia que algo mágico nos unia, porque se não fosse mágico como se podia explicar de que com ele eu tinha voado?









